quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Caso 33



Mr. Dashwood no leito da morte, chamou o filho John, único filho varão do seu abastado casamento, para lhe fazer um único pedido: implorou-lhe que ajudasse financeiramente a mulher quem partilhava a sua vida e as três filhas, Elinor, Marianne e Margaret.
Quando John, instantes depois da morte do seu pai, partilha com a esposa o pedido final de seu pai, Fanny, que é gaja, faz o que algumas gajas fazem e persuade o marido a ser avarento com as irmãs, privando-as da vida faustosa que estavam habituados, pelo que, a mãe e as três irmãs, são forçadas a mudarem-se para um anexo da casa senhorial de Sir John Middleton, que por caridade a cede gratuitamente, onde reaprendem a viver, com os muito parcos rendimentos que tinham.
Fanny, apaixonada pela fortuna do marido, comprou um carro para ela, outro para ele e outro para o amante, não pagando qualquer das dívidas e, como se não fosse pouco, ainda impediu o marido de vender uma casa que tinha herdado, com vista para o mar, que ele abominava. E como se fosse pouco, Fanny ainda se tornou viciada em cocaína.
É nesta casa que Elionor conhece Edward Ferrars, com quem tem um caso tórrido, com pormenores que não me atrevo a reproduzir, para não roborizar o meu cândido estudante – apenas posso confidenciar, que a dados momentos, ele batia-lhe e ela gostava e implorava por mais- ; sucede, que Edward Ferrars tinha um compromisso sério com Lucy, de quem desde a juventude era secretamente noivo, algo que Elionor apenas descobria quando estava profundamente enamorada.
Marrianne, na sua beleza cruel dos 16 anos, rapidamente arranjou um pretendente, o Coronel Brandson, com mais do dobro da sua idade, mas que se perdeu de amores, mimando Marrianne com sucessivos presentes; mas o coração não é racional nem tem bom senso e Marrianne apaixonou-se por John Willoughby, perigosamente belo, que enganando-a com uma promessa de casamento, desvirginou-a, num esbelto campo, no exacto local onde se viram pela primeira vez, no fatídico dia de chuva em que ela caiu e magoou o pé!
Margaret tinha 15 anos e com a morte do pai, os problemas financeiros da mãe, as paixões assoberbadas das irmãs, habitou-se a crescer sozinha, correndo desacompanhada os perigos e riscos que entendeu; viciada em internet, faltava dias consecutivos à escola para ficar agarrada ao Ipad, em sites recomendados pela Maria, fumando cigarros e outras coisas, não perdendo uma festa, onde reiteradamente bebia demasiado. E foi assim que numa noite fez amor com Sir John Middleton, sexagenário, que lhe ofereceu 10.000 por aquele privilégio. O que Sir John Middleton desconhecia é que Margaret filmou toda a badalhoquice, de forma a chantagear o velho aristocrata! E fê-lo sem sensibilidade nem bom senso…
Quid Juris

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