quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Caso 45




Era domingo à tarde e um pobre professor magicava um caso prático para atormentar criancinhas. In casu, era a Capuchinho Vermelho que se apaixonou terrivelmente pelo Peter Pan e resolveram viver na mesma casa para explorarem o quase amor que os unia. E estiveram juntos desde o dia em que ela fez 15 anos, numa paixão que apenas se extinguiu no quarto ano de amor, uma cabana e um ipad, que ela lhe tinha oferecido, quando fizeram um mês de vida em comum. Porque, ao verão se segue o inverno da decência humana, quando ele a trocou pelo mais bonito aluno de serviço social, correu com ela lá de casa, não sem antes lhe oferecer dois pares de murros e um pontapé, nada metafórico, na cabeça.
Angustiada, Capucinho Vermelho, foi à casa da avozinha e, porque esta não lhe emprestou dinheiro, espancou a velha com um chicote de cabedal, que o Peter Pan lhe oferecera, depois de terem ido ao cinema [e agora chorou no ombro do Lobo Mau, temendo ser condenada por violência doméstica]. 
Uma vez que estava agarrada ao Lobo Mau, fez amor com ele e felizmente correu bem porque engravidou imediatamente; mas ele, convencido que ela é uma doidivanas, não quis assumir a paternidade do labreguinho.
Até porque, o Lobo Mau é casado com a Branca de Neve, que tem este cognome porque se dedica a vender cocaína: com o dinheiro que ganha comprou um T2, com vista para o rio, a serra, o mar e o arco-íris; mas, como a vizinha de cima é muito barulhenta, quer vender a casa, e o Lobo Mau, que gosta daqueles ruídos, recusa-se perentoriamente.
Como os meus bons alunos sabem, ele chama-se Lobo Mau, porque adora comer labreguinhas; ainda na semana passada, ofereceu um iphone à Cinderela (que estava desesperada para mandar sms ao Príncipe), para a convencer a fazer-lhe um felatio. Insatisfeito, fez amor com a sua enteada de 17 anos. Apaixonou-se pela pirralha e agora quer casar com ela. Se ela sobreviver a uma operação ao nariz: o problema é que ela é muito religiosa e recusa-se a aceitar uma transfusão de sangue...
Quid Juris

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